Como que uma conferência de educação, que parte do princípio de que Educação é para o estudante, não prevê uma participação efetiva deles?
Na capital paulista, o Fórum Municipal de Educação (FME-SP) fez questão de garantir que as crianças e adolescentes tivessem uma sala específica para realizar debates e discussões durante as regionais (que ocorreram nos dias 5 e 6 de maio) e a etapa municipal da Conae 2018 (nos dias 26, 27 e 28 de maio). A coordenadora do FME-SP Kézia Alves conta sobre a importância desse movimento:
“Como que uma conferência de educação, que parte do princípio de que Educação é para o estudante, não prevê uma participação efetiva deles? Ou mesmo dos conselhos de escola? Afinal, são os grêmios e o próprio conselho a instância de participação, de decisão que a criança tem dentro da escola, certo? Desde 2010, nós, do segmento da família do Conselho Regional de Representantes dos Conselhos de Escola (Crece), percebemos a incoerência que é preparar uma Conae sem prever a participação efetiva das crianças. Este ano, como estámos na coordenação do Fórum, conseguimos levar essa discussão para dentro do órgão, sensibilizando as entidades e conseguindo fazer com que tivéssemos garantido o espaço de participação das crianças e adolescentes. Nem todas as regionais aderiram, e algumas crianças participaram, outras não. Por conta da nossa cultura também, nós temos o problema de incentivo e da participação”.
Fonte: www.deolhonosplanos.org.br/passo-a-passo-como-planejar-as-conferencias-municipais-de-educacao/
Nenhum comentário:
Postar um comentário